AAPA: Companhias Aéreas Registram Queda De 25% No Lucro Líquido De 2019

Os números preliminares do desempenho financeiro da AAPA (Associação das Companhias Aéreas da Ásia-Pacífico) mostram que as companhias aéreas da Ásia-Pacífico registraram US$ 3,8 bilhões em lucro líquido combinado, em 2019, um declínio de 25% em comparação aos US$ 5,1 bilhões relatados em 2018.


A lucratividade foi impactada pela intensa concorrência, aumentando a pressão sobre os rendimentos, enquanto a demanda por carga aérea foi significativamente afetada pela escalada de disputas comerciais, incluindo tarifas comerciais entre Estados Unidos e China.

No geral, no contexto de uma economia global em desaceleração, as companhias aéreas da Ásia-Pacífico viram o tráfego internacional de passageiros medido em receita de passageiros-quilômetro (RPK) moderado a um aumento de 4,2%, em 2019, após um forte crescimento de 7,2%, em 2018 - onde enquanto isso, o tráfego internacional de carga aérea, medido em quilômetros por tonelada de frete (FTK), diminuiu 5% no ano, marcando a queda mais acentuada desde a crise financeira global.

Coletivamente, as companhias aéreas da região alcançaram uma receita operacional agregada de US$ 210,5 bilhões no ano civil, quase igualando os US$ 211,2 bilhões registrados, em 2018. A receita de passageiros aumentou 1,5%, para US$ 167,1 bilhões, uma vez que a expansão econômica regional apoiou o crescimento em lazer e negócios nos mercados de viagens, ajudando a compensar a queda no rendimento de passageiros causada por uma concorrência persistentemente forte no mercado.

Os mercados de carga aérea foram afetados negativamente por uma combinação de menor demanda e correspondente pressão descendente nas tarifas de frete. Como resultado, a receita de carga caiu significativamente, 14,5%, para um total combinado de US$ 18,4 bilhões, em 2019, revertendo os ganhos de dois dígitos alcançados no ano anterior. As companhias aéreas asiáticas foram as que mais sofreram com a escalada das tensões comerciais, já que representam coletivamente mais de um terço do tráfego global de carga aérea.

As despesas operacionais combinadas totalizaram US$ 200,4 bilhões, inalteradas em relação a 2018 - onde com os preços globais de combustível de aviação caindo 7,2%, para uma média de US$ 78,9 por barril, os gastos com combustível caíram 4,5%, para US$ 52,8 bilhões. A parcela de gastos com combustível como porcentagem do total de custos operacionais diminuiu 1,3 pontos percentuais, para 26,4%. Por outro lado, os gastos com não combustível aumentaram 1,8%, para US$ 147,6 bilhões, devido aos custos mais altos de depreciação, bem como às taxas de aterrissagem, e encargos em rota.

O declínio nos preços médios de combustíveis proporcionou algum alívio nas despesas operacionais, mas isso foi compensado por maiores despesas sem combustível. Consequentemente, o lucro operacional total caiu 7,4%, para US$ 10,1 bilhões, enquanto a margem operacional caiu 0,4 ponto percentual, para 4,8% no ano.

Subhas Menon, diretor geral da Associação das Companhias Aéreas da Ásia-Pacífico (AAPA), disse: "O tráfego internacional de passageiros nas companhias aéreas da Ásia-Pacífico estabeleceu novos recordes, em 2019, mas o ambiente operacional tornou-se cada vez mais desafiador. O lucro médio foi de apenas US$ 4 por passageiro voado, diminuindo a margem líquida para escassos 2%. Dada a atual crise, é preocupante recordar um momento em que todos nós tínhamos viagens aéreas seguras e acessíveis como garantidas, e as companhias aéreas asiáticas estavam transportando mais de quatro milhões de passageiros por dia. Desde o final de janeiro de 2020, esse número caiu drasticamente, já que quase todos os países introduziram bloqueios e restrições severas às viagens internacionais. As companhias aéreas foram forçadas a aterrar milhares de aeronaves, e atualmente, operam apenas redes esqueléticas para atender à demanda por vôos de repatriação, bem como para remessas de suprimentos médicos, e bens essenciais."

No futuro, Menon disse: "As companhias aéreas do mundo todo estão lutando por sua própria sobrevivência, devido ao colapso da demanda. As esperanças de uma recuperação em forma de V diminuíram. Pode levar anos para que a indústria se recupere para níveis anteriores ao COVID19. O início antecipado da aviação estimulará a recuperação global da crise atual. Para esse fim, a comunidade de aviação da Ásia-Pacífico está comprometida em trabalhar em estreita colaboração com governos, autoridades de saúde pública, e outros organismos internacionais, na criação de um caminho para uma restauração oportuna, e medida de serviços aéreos."

Créditos: Asia Travel Tips