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Sky Airline Inicia Suas Operações No Peru E Pretende 7% Do Mercado

Marcando um marco em sua história, a Sky, hoje, entra no mercado aéreo peruano. Com vôos de Lima para Cusco e Piura como as primeiras rotas, é a segunda companhia aérea chilena a materializar uma subsidiária no exterior, tendo o Peru como destino. Para esse mercado, trata-se do ingresso de um ator com um modelo de baixo custo e baixas taxas (LCC, por sua sigla em inglês) depois do Viva Air.


A aterrissagem da SKY no Peru é visto como parte de uma expansão regional na América do Sul visando a construção de uma rede eficiente que vai dar suporte a um modelo LCC, compensando as desvantagens geopolíticas que têm certos mercados, especialmente o Chile, bem como explorar diversas oportunidades de crescimento nos próximos anos. Junto com a renovação da frota com a nova fábrica de aviões, a chegada no Peru é uma das maiores ambições da empresa, que, juntos, reafirmam a sua posição como uma empresa com modelo de negócio sólido e uma visão estratégica de longo prazo sustentável.

Existem sete destinos que a Sky terá inicialmente no Peru, e que abrirão gradualmente em um período relativamente curto. Para maio, a rede inicial deverá ser totalmente formada, operando serviços de Lima a Cusco, Piura, Arequipa, Iquitos, Pucallpa, Tarapoto e Trujillo. As primeiras operações serão realizadas com equipamentos Airbus A320neo, dos quais a expectativa é operar quatro no meio do ano, de um total de 15 aeronaves projetadas para 2022.

Considerando a rápida formação da rede de rotas, juntamente com a capacidade disponível para cada aeronave (186 lugares), a Sky oferece uma grande variedade de assentos que mantêm os planos, e irá permitir-lhe atingir uma quota de mercado significativa em seu primeiro ano, especialmente se levarmos em conta os resultados positivos das vendas e a capacidade de estimular a demanda previamente reportada pela empresa.

Segundo declarações de José Rául Vargas, gerente geral da Sky Peru, ao jornal El Comercio (04/05/0219), a companhia aérea pode atingir uma participação de 7,0% com cerca de 900 mil pessoas transportadas. Posteriormente, os planos consideram uma quota de mercado nacional de 15% ao longo de um período de três anos, dependendo da resposta do mercado, do ritmo de crescimento da frota e das operações.

A decisão do LCC chileno de preferir o Peru para sua expansão internacional é entendida pelo potencial de seu mercado, que apesar do número de operadoras e modelos de negócios ainda não estão totalmente desenvolvido, somado a uma população de 32 milhões de habitantes em uma geografia que faz do transporte aéreo uma necessidade, e uma grande atividade turística com os passageiros VFR (Visit Friends & Relatives) próximos ao seu modelo de negócios e uma localização estratégica na região que oferece mais oportunidades de expansão. Ao se referir ao potencial que existe para crescer, é indicado, por exemplo, a baixa taxa de viagens per capita que o Peru possui, que apesar da intensa competição ainda não alcança níveis mais elevados. Apenas 0,6 viagens de avião por habitante são feitas no país andino, bem abaixo da taxa de 1,4 que tem o Chile.

Fonte: Aero Latin News - Destacado

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